A Difícil arte de ser eu mesma

Publicado: 16/04/2016
A DIFÍCIL ARTE DE SER “EU MESMA”

Desde que nascemos somos bombardeadas de influências por todos os lados, afinal faz parte de nós, seres humanos, viver em sociedade. Tais intervenções em nossas vidas, são extremamente importantes para a formação de conduta e caráter, porém pode ser bastante complicado quando deixamos as coisas ficarem exageradas.

Por força de um hábito criado junto aos amigos, ou devido ao apelo da mídia, ou para agradar um namorado, passamos a nos comportar, vestir, assistir e ouvir o que as pessoas a nossa volta estão assistindo, vestindo, ouvindo e etc, e esquecemos de nos ouvir, isso mesmo, ouvir o nosso íntimo e assim saber o mínimo possível sobre nós mesmas.

É comum ouvirmos relatos de pessoas que terminaram um relacionamento longo ou que foram morar fora do país por um tempo, dizendo que não sabiam que gostavam, por exemplo, de cinema iraniano, ou que aprenderam ouvir música indiana, ou viraram vegetarianos e assim por diante. O que é de causar espanto, é que a maioria das pessoas demoram sacar que não precisamos necessariamente de uma grande mudança para aproveitarmos o novo, para descobrir o que somos e queremos , o mundo esta repleto de possibilidades e se mostra cada vez mais tolerante com as diversidades.

Cabelos azuis, circulam pelas avenidas ao lado de paletós, camisetas são usadas com saias e tênis, tatuagens têm estilos de acordo com os donos, o bom moço com a camisa pra dentro da calça, na verdade é um "hacker pós-punk no submundo da internet", o poeta nunca bebeu, o bronzeado fortão descobriu-se “homoafetivo”, e sua mãe é casada com seu pai há 53 anos e tá tudo bem, ninguém tem do que se envergonhar, nem tem que esconder nada. Tudo é vida, e como ela é, parafraseando Nelson Rodrigues.
Não estou dizendo aqui que você tem que largar tudo e viver num "sexo, drogas e rock’n roll", ou, se preferir, nos dias de hoje, num pansexualismo, veganismo e funk carioca. Só estou afirmando que você é livre, que não tem amarras e que deve despir-se de preconceitos.

Seja leal aos seus sentimentos, com o seu bom senso, de acordo com as suas vontades, procure-se, ache-se e, caso não queira mudar nada na sua vida, está tudo certo. Apenas viva e deixe viver.
Use a roupa do jeito que achar melhor, ouça a trilha sonora da sua vida (aliás, já ouviu as nossas playslists no Spotify da Polinesia? Clica no nosso perfil :) enfim, sorria, aceite a combinação do próximo da camisa verde água e o calção amarelo limão e sapato sem meia, assim fará com que a arte de ser você mesma nunca mais seja difícil e sim, natural.

Descobrir-se é um ato de coragem.
"O homem que diz 'sou' não é, porque quem é mesmo é 'não-sou' ".

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